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Um dos desafios vivenciados por muitas empresas públicas e privadas está relacionado à qualidade na obtenção e gestão de dados cadastrais. Seja para ter mais eficiência na prestação de serviços à população ou, no setor privado, personalizar a oferta de produtos e serviços e garantir mais segurança, a qualificação cadastral é imprescindível.

A necessidade de tornar o cadastro de indivíduos cada vez mais assertivo é o reflexo da mudança dos métodos de consumo e uso de informação, afinal, a conectividade e as soluções digitais ampliaram as possibilidades, mas também fizeram com que empresas de diversos nichos precisassem estar preparadas para evitar fraudes.

Para se ter uma ideia, o Brasil é responsável por quase 50% dos casos de fraudes a cartões de crédito no mundo e, ainda, 1,2 tentativas de fraude por minuto foram identificadas ao longo de 2020.

E grande parte dessas fraudes de identificação digital é resultado da irregularidade cadastral. Por isso, é hora de entender a importância de um bom cadastro e conhecer tecnologias que ajudam a levar mais segurança para os cidadãos e instituições.

O que é qualificação cadastral

A qualificação cadastral é o processo de fortalecimento de dados cadastrais baseado em informações biográficas e biométricas e pode ser executado por empresas públicas e privadas. Ela permite a análise da veracidade ou até mesmo a qualidade de uma série de informações para entender se elas realmente são válidas para identificar um indivíduo.

É uma forma de fazer com que instituições conheçam seus clientes a fundo, legitimando informações e costumes para evitar que atitudes suspeitas passem despercebidas, que podem gerar transtornos e prejuízos tanto para o cliente, quanto para a instituição.

Um exemplo muito prático da importância dessa qualificação cadastral é a popularização de fintechs que já utilizam um processo 100% digital para o cadastro de novos clientes. 

É o caso de marcas como Nubank, Banco Inter e Banco Neon. Nesse cenário, todo o cadastro é realizado por meio de um aplicativo próprio e, para isso, são utilizados recursos de reconhecimento biométrico, como análise da face por meio de fotos.

No entanto, como saber se uma determinada pessoa realmente está acessando a conta bancária e não um fraudador? É aí que a qualificação cadastral ganha relevância. As empresas precisam manter um banco de dados completo, que deve estar pronto para checar a veracidade das informações fornecidas. 

Por isso, além da biometria, os dados biográficos, como nome do pai, da mãe, nascimento, tipo sanguíneo, endereço de residência e outros detalhes cadastrais ajudam a validar a identidade de um indivíduo, afinal, as empresas precisam compreender quando uma ação é, ou não, suspeita. A partir dessa qualificação é possível, inclusive, realizar um projeto de identificação com bons resultados práticos, identificando com maior acurácia os usuários.

Como exemplo, é possível citar um cliente que sempre acessou sua conta bancária em uma localização ou dispositivo móvel específico, mas que, de repente, surgiu tentando acessá-la de uma localização ou smartphone totalmente diferente e não habitual. 

Instituições como o Nubank utilizam o dispositivo usado para acesso como parte do perfil do usuário, o que oferece condições para analisar logins suspeitos. Ainda, no caso de acesso em novo dispositivo, é comum que a tecnologia solicite a atualização do cadastro por meio de uma nova selfie.

O que é KYC e sua relação com o cadastro qualificado

A sigla KYC, no inglês Know Your Customer, faz referência à necessidade das empresas conhecerem assertivamente os seus clientes. Na tradução livre para o português, “Conheça seu cliente” é uma estratégia atrelada a instituições comerciais para integrar um volume robusto de informações sobre os clientes com o intuito de garantir mais segurança para eles e para a instituição.

A sigla tem tudo a ver com o cadastro qualificado, afinal, adotar práticas que permitam um maior conhecimento sobre o perfil do consumidor começa na identificação de cada pessoa.

Cadastro qualificado: mais segurança para a população

No âmbito da administração pública, o cadastro qualificado também ajuda a diminuir problemas de segurança e a tornar a atuação dos órgãos competentes ainda mais assertiva.

Como esclarece Fábio Falcão, Product Manager da Vsoft, essa qualificação também se dá por meio do uso de tecnologias como reconhecimento biométrico, dados biográficos e métodos mais avançados de validação e segurança de dados, como o Blockchain, baseado em algoritmos de criptografia que utilizam a biometria como parte de suas chaves.

Assim, quando a administração pública investe nessa qualificação, há uma padronização na forma como os dados são geridos, o que vai permitir a interoperabilidade entre os estados e seus órgãos de segurança pública. 

Neste sentido, a Identidade Digital também tem ganhado força em território nacional, já que se trata de uma solução que chega para oferecer mais comodidade e autonomia para o cidadão, além de utilizar recursos que asseguram o acesso às informações somente ao dono dela.

“Hoje, qualquer pessoa, caso tenha documentos falsos, como uma certidão de nascimento fraudada, consegue emitir RGs também falsos em todo o Brasil. E isso acontece porque não há nenhum tipo de interoperabilidade ou validação facial entre os estados. Então, o cadastro qualificado começa a trazer essa segurança. Imagine que a gente vá emitir um documento físico, que a pessoa vai ceder os documentos, e aí a própria impressão digital e facial dela vai ser consultada pelo estado junto ao banco de dados e, em um segundo momento, a solicitação vai ser transferida para um banco de dados nacional, onde será possível pesquisar em todos os estados. E aí, só com isso, o documento seria emitido”, exemplifica o Product Manager.

Como as tecnologias potencializam o cadastro qualificado

Muitas soluções do mercado, como a oferecida pela Vsoft, utilizam recursos avançados de reconhecimento biométrico e inteligência artificial para potencializar o cadastro de indivíduos. 

São tecnologias capazes de verificar a qualidade de imagens faciais fornecidas pelo usuário, ou de impressões digitais. Ainda, em necessidades mais avançadas, elas também podem ser usadas em situações mais específicas, como a identificação de pessoas dentro de um carro em movimento. Confira alguns exemplos:

  • Inteligência artificial para detecção e extração de dados de imagem em documentos pessoais e cartões de crédito, permitindo que soluções digitais tenham mais eficiência. Isso evita, por exemplo, que um sistema de login valide o acesso de um indivíduo com uma foto camuflada ou de baixa qualidade que não corresponda às características reais.
  • Algoritmos de alto nível para detecção, contagem e análise de pessoas dentro de veículos, o que pode trazer ganhos significativos para a segurança pública.
  • Tecnologias para avaliar e validar as características de um veículo, evitando fraudes como clonagem e muito mais.

Assim, a qualificação cadastral, impulsionada pelas tecnologias biométricas, nos leva a um cenário mais seguro e, principalmente, mais célere. Dando condições para que empresas e clientes tenham uma relação mais confiável, ao mesmo tempo em que é possível aperfeiçoar os mecanismos públicos e privados de prevenção à fraude.

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