Gestão

Imagine uma empresa em rápido crescimento, sem regras de tomada de decisão, canais de comunicação organizados e/ou critérios bem definidos de responsabilidades e prestação de contas. No início, essa estrutura pode parecer não representar riscos ao negócio. Entretanto, com o passar do tempo, a ausência de diretrizes abre espaço para conflitos internos, decisões desalinhadas e perda de confiança por parte de clientes, colaboradores e parceiros.

À medida que as organizações crescem e ganham complexidade, a informalidade deixa de ser sustentável. Atualmente, alcançar bons resultados financeiros já não é suficiente. A forma como as decisões são tomadas, acompanhadas e comunicadas também influencia a credibilidade e a perenidade do negócio. Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), as empresas brasileiras ampliaram a adoção de práticas de governança de 67% em 2024 para 68,2% em 2025. Os dados apontam que estruturas sólidas de gestão geram valor e longevidade, embora a aderência varie conforme o porte e o mercado. 

Neste artigo, você vai conhecer o que é governança corporativa e os princípios que orientam esse modelo. Também vamos abordar como funciona na prática e os primeiros passos para aplicar esses conceitos no dia a dia operacional.

Vamos lá!

O que é governança corporativa e qual o papel nas empresas

Governança Corporativa é um conjunto de estruturas, políticas e práticas que orientam como uma organização é conduzida, monitorada e incentivada. O conceito define quem toma decisões, como essas escolhas são acompanhadas e quais regras garantem transparência, integridade e equilíbrio nas relações entre todas as pessoas e partes envolvidas no negócio.

Na prática, significa estabelecer regras claras para a delegação de responsabilidades, criar instâncias de supervisão, definir mecanismos de prestação de contas e garantir que a informação circule de forma ética, acessível e segura. O sistema de gestão não se limita à liderança e envolve conselhos, comitês, diretorias e todos os colaboradores.

A discussão sobre práticas de gestão ganhou força a partir da década de 1980, nos Estados Unidos, como resposta a conflitos de interesse entre acionistas e gestores. A necessidade de regras mais transparentes impulsionou a disseminação do conceito em nível internacional, com apoio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade que reúne países para promover boas práticas de políticas públicas e governança. No Brasil, o início da consolidação da governança corporativa começou a partir da década de 1990, após crises financeiras e escândalos que expuseram fragilidades em controles internos das empresas. 

Pilares da governança corporativa

A governança corporativa é sustentada por elementos que orientam a gestão e a tomada de decisões nas organizações. Veja:

  • Transparência: garante o compartilhamento de informações relevantes de forma clara e no tempo certo, ajudando na compreensão da realidade do negócio.
  • Equidade: assegura tratamento justo a todos os stakeholders da organização, respeitando direitos, deveres e expectativas legítimas.
  • Prestação de contas (accountability): estabelece a responsabilidade dos agentes de governança de prestar contas dos atos, considerando os impactos sociais, ambientais e econômicos das decisões.

Esses princípios ajudam a fortalecer a cultura da empresa, reduzem riscos e geram valor para investidores, clientes, colaboradores e parceiros.

A importância da governança corporativa nas empresas

Pense em duas empresas do mesmo setor. A primeira toma decisões de forma centralizada, sem critérios transparentes de aprovação ou registro de responsabilidades. Quando surge um problema, ninguém sabe exatamente quem autorizou determinada ação. A segunda possui processos definidos, as decisões passam por instâncias específicas, fica documentada e tem responsáveis definidos. Qual delas inspira mais confiança em investidores? Qual consegue identificar e corrigir erros mais rapidamente?

Organizações com processos bem estruturados conseguem reduzir incertezas, evitar falhas recorrentes — como retrabalho, decisões contraditórias e conflitos de responsabilidade — e aumentar a previsibilidade de resultados. Uma pesquisa da EY sobre práticas recomendadas de governança em 2025 mostra que empresas brasileiras já alcançam, em média, 68,2% de aderência a esses princípios, frente aos 67% registrados no ano anterior. Ao analisar companhias listadas na B3, o estudo revela índices ainda superiores entre organizações do Novo Mercado, segmento com regras mais rigorosas de transparência, refletindo a busca por modelos mais sólidos e preparados para o crescimento sustentável.

Isso se traduz em benefícios como:

  • Tomada de decisão mais assertiva: baseia-se em dados e informações confiáveis;
  • Reputação fortalecida: aumenta a confiança de clientes, colaboradores e parceiros;
  • Atração de investimentos: facilita o acesso a novas oportunidades;
  • Gestão de riscos aprimorada: utiliza processos de auditoria e controle mais eficazes;
  • Engajamento e senso de pertencimento: promove uma cultura de integridade e responsabilidade.

Empresas com modelos de gestão maduros demonstram maior capacidade de adaptação às mudanças do mercado e crescimento sustentável no longo prazo.

Como funciona a governança corporativa na prática

O modelo funciona como um sistema integrado de decisões, controles e responsabilidades voltado para a orientação do funcionamento da organização. Essa dinâmica só é possível por conta de uma estrutura organizacional bem definida, composta por papéis e instâncias que se complementam. Confira:

  • Conselho de administração: define diretrizes estratégicas e supervisiona o desempenho da organização.
  • Comitê de apoio: aprofunda análises técnicas e apoia decisões em áreas como riscos, ética e auditoria.
  • Diretoria executiva: conduz a operação e implementa as estratégias definidas.
  • Auditorias internas e externas: avaliam a conformidade dos procedimentos e garantem credibilidade e segurança das informações.

Como mecanismos de controle, a governança utiliza políticas internas, código de conduta, matrizes de risco, indicadores de desempenho, auditorias periódicas, entre outros.

Como aplicar governança corporativa na empresa

A implementação é um processo gradual e deve respeitar o porte e o nível de maturidade de cada organização. Por exemplo, empresas de pequeno porte podem iniciar com estruturas mais simples, enquanto companhias maiores demandam camadas mais robustas de controle e supervisão.

Algumas ações práticas incluem:

  1. Definição de políticas internas e código de conduta: reforça a ética e a integridade nas relações.
  2. Estabelecimento de papéis e responsabilidades: evita sobreposição de funções e conflitos.
  3. Realização de reuniões periódicas: permite o acompanhamento de resultados e o alinhamento de decisões.
  4. Investimento em auditorias e controles internos: fortalece a transparência e a gestão de riscos.
  5. Promoção de uma cultura de transparência e prestação de contas: amplia a participação e o comprometimento de todos os colaboradores.

Um exemplo prático de negócio que valoriza a governança corporativa é a Vsoft. A empresa adota uma abordagem baseada em fluxos bem definidos, comunicação clara e melhoria contínua. Entre os destaques dessa estrutura está a Gestão da Informação Documentada, prática que contribui para mais organização, transparência e eficiência no cotidiano. Com operações bem estruturadas, a companhia demonstra a viabilidade de aplicar o sistema de forma alinhada à realidade do negócio.

Governança corporativa é sobre confiança e sustentabilidade

Em resumo, uma estrutura sólida de gestão de processos assegura o alinhamento entre propósito, estratégia e tomada de decisão na empresa. Além disso, promove condutas éticas e sustentáveis no longo prazo. Mais do que regras ou formalidades, trata-se da valorização da integridade, clareza e responsabilidade como diretrizes do crescimento saudável do negócio. O investimento nesse modelo fortalece processos decisórios, mitiga riscos e constrói relações duradouras.

Neste artigo, mostramos o que é governança corporativa, os benefícios dessa prática e como as empresas em busca de crescimento saudável e estruturado podem implementá-la no cotidiano. A Vsoft é um exemplo dessa aplicação, com processos bem definidos, comunicação transparente e uma cultura organizacional pautada na responsabilidade e na melhoria contínua. A organização integra tecnologia, controles eficazes e práticas éticas ao dia a dia operacional, demonstrando a viabilidade de aliar inovação, eficiência e princípios consistentes para alcançar resultados sustentáveis.

Conheça mais sobre a cultura da Vsoft em Por que escolher a Vsoft para trabalhar?

Wanderson Ferreira
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