Conectividade

O conceito de "Futuro Superconectado" aparece nos círculos de discussão tecnológica há, pelo menos, cinco anos. Foi no Fórum Econômico de Davos, em 2016, que a comunidade internacional passou a olhar com mais ênfase para a questão. Com o tema "Quarta Revolução Industrial", o evento discutiu o próximo grande salto tecnológico da humanidade, antevendo uma transformação digital ainda mais profunda do que a que nós vivemos até aqui.


Que tecnologias em desenvolvimento são chave para que isso aconteça? Quais os impactos previstos para a população mundial? Em que ponto do processo estamos?


Vamos abordar todos esses assuntos  ao longo do texto. Aproveite a leitura!


Do primeiro salto até aqui  


Revolução Industrial é o nome dado ao processo de transição iniciado no Reino Unido em 1760, quando a produção artesanal foi substituída pelos métodos de manufatura que, eventualmente, culminaram nos parques industriais que conhecemos hoje. Esse momento histórico é compreendido como o primeiro grande salto abrupto da humanidade que, até então, se desenvolvia lentamente.


Poucas décadas depois do fim do primeiro ciclo de inovação, a humanidade entrou em mais um processo tecnológico acelerado, com crescimentos inéditos na indústria química, elétrica, petrolífera e do aço. Essa sequência de eventos ficou conhecida como Segunda Revolução Industrial, por apresentar a mesma dinâmica super transformadora do século anterior.


A partir daí, convencionou-se chamar de Revolução Industrial qualquer grande salto tecnológico de impacto para o desenvolvimento humano. A Terceira Revolução, também conhecida como Revolução Digital, foi formalmente iniciada nos anos 1950 e trata das mudanças trazidas pela constituição de arquivos digitais e computadores. 


O Futuro Superconectado apresenta-se, agora, como o próximo grande salto da humanidade.


As coisas estão cada vez mais intricadas   


É fato que a tecnologia cresceu exponencialmente nas últimas décadas. A internet se popularizou para mudar praticamente todos os processos da interação humana, e é até difícil conceber uma realidade ainda mais acelerada e digitalmente conectada do que essa. Mas ela está vindo e já se desenha no horizonte.


É importante entender que a próxima transformação será muito mais complexa do que tudo que nós, raça humana, vivemos até aqui. Não é o surgimento de uma nova tecnologia específica que vai culminar na chegada do Futuro Superconectado, e sim uma conjunção de novos atores, que tendem a se complementar e formar, juntos, uma realidade hiperdigital que ainda não existe e não possui precedentes na história.


Entender o processo de um salto tecnológico é essencial para uma compreensão plena do Futuro Superconectado - em especial porque estamos falando do salto mais avançado até o momento -, mas quais são as tecnologias protagonistas e as expectativas para essa nova era?


A internet em todas as coisas


O conceito de IoT ("internet of things" em inglês, traduzido livremente para o português como "internet das coisas") não é exatamente novidade no mundo da tecnologia. Mas o que muita gente não sabe é que ele é muito importante para o surgimento de um Futuro Superconectado.


A ideia é que, basicamente, todos os dispositivos da vida cotidiana possuam conexão com a internet e capacidade de realizar um fluxo de dados. Não estamos falando apenas de devices tradicionais como celulares, computadores e afins, mas também de objetos que não são normalmente associados ao mundo da conexão com a internet: eletrodomésticos, móveis e outros aparatos da vida diária.


É fácil entender como essa possibilidade de conexão quase plena com a internet é condicionante para uma transformação total na vida da população, aumentando drasticamente o fluxo mundial de dados on-line. Mas, como já citado acima, a Quarta Revolução Industrial é resultado de uma série de tecnologias complementares, e não apenas uma inovação.


A estrutura que segura o quebra-cabeça - e faz parte dele


Imagine o seguinte cenário: de repente, todos os objetos do cotidiano possuem algum grau de conexão com a internet. É instigante, claro, mas intrigante na mesma medida. Como sustentar esse fluxo quase imensurável de dados?


Um bom ponto de partida para entender a estrutura dessa realidade hiperdigital é analisando as tecnologias que, geralmente, aparecem ao lado da IoT nas análises do Futuro Superconectado. Elas são muitas, mas por hora vamos nos ater ao 5G.


Em processo de desenvolvimento ao redor do planeta, o novo modelo de redes móveis e banda larga alcança velocidades de download e upload muito superiores ao 4G. Esse é um dos seus diferenciais para o futuro, mas não o único: é esperado que a conexão do 5G forneça fluxo de dados não apenas para smartphones, mas também sirva como provedora para serviços gerais de internet, em desktops e notebooks e, claro, sustente a ativação global dos dispositivos IoT.


A Primeira Revolução Industrial aconteceu pela conjunção de vários fatores, como a invenção do tear mecânico, a exploração dos combustíveis fósseis e a estruturação do trabalho manufaturado. A Quarta Revolução Industrial não vai ser diferente: além dos dispositivos IoT e do 5G, podemos citar tecnologias como armazenamento na nuvem, IA, Edge Computing, Wi-fi 6 e outras. Juntas, essas tecnologias são capazes de criar uma realidade hiperdigital que troque, armazene e corrija dados de forma multidimensional.


A hora está chegando


2021 é um ano-chave para essa transformação, por uma grande série de fatores. O primeiro ponto - e mais óbvio - é que essas tecnologias-chave estão a todo vapor no seu processo de desenvolvimento: aqui na Vsoft, por exemplo, nós estamos trabalhando em um inovador dispositivo IoT, trazendo a biometria para o panorama do Futuro Superconectado.


A outra questão nos leva a acreditar que a nova era da vida digital diz respeito ao posicionamento das grandes corporações, que abraçaram o tema e investem ativamente na produção da tecnologia que vai compor o Futuro Superconectado. Empresas do nosso cotidiano, como Google e Facebook, já estão, há alguns anos, investindo em estruturas de satélite para aumentar a cobertura da internet no planeta. A líder mundial no segmento é a Space X, do bilionário Elon Musk, referência por levar sinal a lugares remotos da Terra. Agora, chegou um concorrente de peso no jogo: a Amazon recentemente recebeu autorização para tocar o seu ambicioso Project Kuiper, plano para lançar mais de 3 mil satélites na órbita terrestre. Além de ser a chave para o funcionamento pleno do 5G, ele possui uma previsão de cobertura de 95% do planeta.


As tecnologias do amanhã, hoje


Aqui, na Vsoft, nós atuamos para o desenvolvimento de tecnologia inspirada no futuro, mas com plena aplicação nos dias que já vivemos. Acesse nosso site e descubra todos os nossos produtos, métodos e diferenciais.

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