Biometria

Em um país cada vez mais conectado, substituir hábitos presenciais pelas facilidades proporcionadas pelas ferramentas online já se tornou realidade. É nesse cenário que o Liveness chega como um aliado importante. Trata-se de um método que pode ser comparado a uma prova viva de identidade, ou seja, que busca assegurar que um indivíduo é, de fato, quem ele diz ser, aperfeiçoando a já conhecida biometria facial.

No entanto, ao mesmo tempo, em que o brasileiro concentra na internet a sua rotina de lazer, trabalho, consumo de conteúdo e acesso a serviços públicos e privados, os índices de fraudes aumentam exponencialmente, somando prejuízo de R$ 2,7 bilhões apenas nos últimos doze meses, e requerem, principalmente das empresas com atuação digital, a adoção de estratégias e recursos capazes de diminuir os riscos para os negócios e seus usuários.

Liveness detection contra fraudes

O Liveness surge em um momento em que os comportamentos fraudulentos se tornam ainda mais avançados, sendo, assim, necessária a análise de vivacidade (ou liveness detection), especialmente em situações de autenticação não supervisionada. Isso porque, apesar de a biometria facial ter chegado para reforçar a segurança digital, muitos criminosos já encontraram meios de burlar esse método.

Exemplo disso é o uso de fotos das vítimas para autenticação em contas pessoais em diferentes aplicativos. Neste caso, seria necessário a utilização do Passive Liveness Detection, que não exige que o usuário faça interações. É utilizado algoritmos para detectar os indicadores da imagem que não é viva, sem interação.

Quando um aplicativo conta com a tecnologia de Liveness, o processo de autenticação requer que o usuário realize uma ou mais ações espontaneamente, um comportamento que não pode ser reproduzido com facilidade pelos fraudadores. São ações como sorrir, olhar para os lados, abaixar ou levantar a cabeça e abrir ou fechar os olhos que, somadas, transformam-se em prova viva.

De acordo com João Janduy, Gerente de Pesquisa da Vsoft, o Face Liveness vem para agregar e dar mais segurança ao processo biométrico. “Enquanto o reconhecimento facial atesta que a foto capturada é realmente de quem ela diz ser, a vivacidade serve para validar que aquela foto foi capturada de uma pessoa real e não de uma foto impressa, de um monitor ou até mesmo de um celular, ou seja, uma foto da foto”, explica.

Um exemplo do uso do Liveness está na prova de vida realizada pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Antes, o aposentado precisava se deslocar até uma agência de atendimento e, hoje, já pode realizar sua validação de identidade via smartphone utilizando os dados biométricos cadastrados na Justiça Eleitoral ou na Carteira Nacional de Habilitação.

O mesmo acontece no aplicativo gov.br, que reúne os serviços do governo federal ao cidadão. O setor privado também vem apostando nessa tecnologia. É o caso do segmento das fintechs, que concentram toda a vida do usuário no ambiente digital desde a abertura da conta e, consequentemente, dependem de recursos avançados de autenticação para diminuir as chances de fraudes.

Liveness será essencial

Pela facilidade de integração em diferentes plataformas, a expectativa é que o Liveness se torne ainda mais presente no dia a dia dos usuários, já que o onboarding digital e a validação remota são tendências que vieram para ficar.

Como explica Janduy, o cenário é favorável e tem feito com que empresas como a Vsoft, especializada em tecnologias de identificação de pessoas, invistam no desenvolvimento da solução para ampliar a oferta ao mercado. “Estamos trabalhando em uma tecnologia própria de Liveness desde 2020 e, agora, em apenas 4 meses de integração, contabilizamos mais de 3,6 milhões de requisições ao nosso serviço nos aplicativos dos clientes. Em 2022, a expectativa é ultrapassarmos os 25 milhões de requisições”, conclui o especialista.


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